Portal Tá na Rede

Ex-árbitros dizem que rebaixamento de divisão é ‘paliativo’

Ex-árbitros dizem que rebaixamento de divisão é 'paliativo' Foto: Divulgação

A decisão da CBF por “rebaixar” para a Série B os trios de arbitragens envolvidos em erros na 27ª rodada do Brasileirão trouxe repercussão negativa em quem já esteve no gramado. Ex-árbitros definiram a medida como paliativa, destacando que o problema vai além das quatro linhas.

“Foram muitos erros, em lances capitais. E nisto, a gente vê falha técnica já na própria escala de árbitros. Árbitros que ainda estão em formação foram escalados para jogos de um nível que não estavam preparados. Isto é um erro da gestão de arbitragem.”

O comentarista da ESPN acredita que ainda falta uma avaliação de toda a gestão de arbitragem do futebol nacional:

“É fácil para quem comanda ver que o árbitro cometeu um erro e decidir rebaixá-lo. Agora, e a responsabilidade de quem comanda ou de quem o instrui? E de quem treina o árbitro, quem escala o árbitro? Tem zero de punição? Da forma como está, a responsabilidade é única e exclusivamente do árbitro. Não pode e não deve ser assim, a gestão de arbitragem tem de ser avaliada como um todo.”

Carlos Eugênio Simon também vê como preocupante o momento da arbitragem no país:

“Entra ano, sai ano e os erros seguem acontecendo. Não adianta trocar de árbitros. A sensação é de há que falta uma liderança, de pulso firme na arbitragem. Além disto, temos de acabar com o sorteio de árbitros, que nada acrescenta.”

O comentarista da Fox Sports também lamentou os erros dos árbitros no fim de semana:

“Aconteceram muitas falhas técnicas, primárias, e até de omissão do quinteto de arbitragem.”

Márcio Chagas da Silva foi outro ex-árbitro que mostrou-se preocupado com a maneira como a atual arbitragem brasileira vem atuando nos gramados:

“São erros muito gritantes tanto para o nível que exige o Campeonato Brasileiro, quanto para o momento no qual se encontra a competição. Há falta de posicionamento e de poder de decisão dos árbitros e dos assistentes. Atualmente, a prioridade tem sido a parte física, e é inegável que a arbitragem vem correndo melhor. Mas falta uma qualidade técnica dos árbitros.

Veja mais notícias do Futebol