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Luís Eduardo Magalhães foi sede da maior corrida de rua do oeste da Bahia

Luís Eduardo Magalhães foi sede da maior corrida de rua do oeste da Bahia Foto: Divulgação

Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia foi sede pelo segundo ano, da maior prova de corrida de rua que a região já viveu: a Corrida do Algodão, realizada pela Associação Baiana dos Produtores do Algodão (Abapa), no sábado, 29. O evento uniu, em um momento único, a leveza do algodão com a habilidade de atletas profissionais, amadores, cadeirantes, crianças, pais e mães, todos, percorrendo percursos pré definidos em busca de um ideal: a superação.

“É indescritível a emoção que senti, ali, na linha de chegada, entregar medalhas a pessoas cansadas, sentindo dor, sem fôlego, mas, entusiasmadas. E só posso dizer que ‘superação’ é a palavra que define este evento. Ao viver tudo isso, me sinto na obrigação de pedir aos nossos cotonicultores para que, se superem. Acabamos de colher a maior safra da história da Bahia, foram mais de 1,2 milhão de toneladas de algodão. Agora, precisamos tomar o exemplo desses homens, mulheres, crianças e cadeirantes, e assumir o compromisso de nos superar a cada nova safra, a cada novo ano”, disse o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato.

A Praça do Jardim Paraíso, local do evento acolheu atletas e milhares de pessoas que foram prestigiar o evento, regado ao som da música eletrônica sob o comando do DJ Charles e do ritmo contagiante da baianidade de Bosco Fernandes. Academias, empresas de saúde e expositores do segmento do agronegócio associaram suas marcas e produtos à Corrida do Algodão. Teve ainda um espaço gourmet com uma diversidade de guloseimas, lanches e bebidas para refrescar o calor característico do oeste baiano.

A prova de abertura foi realizada pelas crianças que deixaram o circuito mais colorido, correndo ao lado de pais, tios, avós. A alegria na chegada era a marca registrada da garotada. “Essa prova foi incrível, comecei a correr incentivada pela minha mãe e cheguei entre os primeiros”, disse, orgulhosa a pequena Geovanna Cirilo, de 8 anos, que competiu acompanhada pela mãe, Ana Lídia Cirilo, que logo depois, enfrentou ainda a prova dos 5km. “Cada ano este evento está melhorando, se tornando tradição na região’, descreveu Ana Lídia.

Para os cadeirantes, que largaram logo depois das crianças, a prova foi de pura força de vontade e muita garra. Participando pela primeira vez, Silvana Guimarães, chegou em quarto lugar, ela, foi de Barreiras, com outros cadeirantes, disputar a corrida. A colocação foi o que menos importou para a atleta. “Eu vim para compartilhar um evento de socialização e principalmente, de inclusão. Tudo aqui foi organizado pensando no ser humano, isso é sensacional, estamos aqui para celebrar a vida”, disse, feliz ao receber sua premiação.

A prova mais esperada do dia mobilizou cerca de 100 pessoas envolvidas diretamente na segurança e no bem estar dos atletas durante todo o percurso que cortou ruas e avenidas da cidade. Nas categorias feminino e masculino, a disputa foi acirrada e no final, medalhas para todos. Na categoria livre de 5km e 10 km, foram distribuídos R$ 15 mil em dinheiro e troféus. “Fiquei impressionado com a organização do evento, compatível a grandes corridas que já competi no Brasil”, disse o vencedor dos 5Km, Ronaldo Lopes, que veio de Brasília (DF) para conquistar o primeiro lugar no pódio, Ele aproveitou o momento para deixar um recado. “No próximo ano, voltarei para defender o título”.

Quem era ‘só sorrisos’ foi a vencedora dos 10 km no feminino, Cruz Nonata da Silva, também de Brasília. Segundo ela, que já tem na bagagem o quarto e quinto lugares em provas da São Silvestre, no Rio de Janeiro e é medalhista dos Jogos Pan Americanos em Guadalajara, no México, correr é vencer desafios diários. “Estou sem patrocínio, mas jamais vou desistir do meu objetivo que é correr e ganhar. Penso que todas as pessoas deveriam começar nesse esporte, mesmo que por lazer, porque certamente, verão uma mudança nas suas vidas”, incentivou a campeã.

Para a organizadora geral do evento e diretora da Abapa, Alessandra Zanotto, a prova é resultado de muita dedicação e comprometimento. “Pelo segundo ano cruzamos a linha de chegada da Corrida do Algodão, um evento pensado e planejado com muito carinho e principalmente, com todo o cuidado e respeito que os atletas merecem. Este evento obedeceu às normas técnicas e de segurança das principais provas realizadas no Brasil. Contamos com o apoio de muita gente, patrocinadores, apoiadores e uma equipe séria e comprometida que doou todo o seu talento, sem medir esforços. Estão todos de parabéns. Sou extremamente grata a cada um”, disse.

A Corrida do Algodão é realizada pela Abapa com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Fundeagro e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães. Conta com o patrocínio das empresas: Agrosul – John Deere, Unicot, CCAB Agro, Basf, Girassol Agrícola, Sudotex, J&H Sementes, Nufarm, Ciaseeds, Maxum Case, Bayer, Kasuya Consultoria, Eisa Interagrícola, FMC, Zanotto Cotton, Fama Motors, Corteva, Alfatrans e Syngenta. A organização é da Adoro Produtora e assessoria técnica, da VO2.

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